14 de Dezembro de 2018 -
 
08/10/2018 - 13h05
Depois de disputa por mandato, médico assume vaga de vereador eleito deputado
Lucas de Lima conquistou vaga na Assembleia, enquanto Eduardo Cury herda cadeira na Câmara da Capital
Richilieu Pereira
Midiamax/Agoranews
Lucas de Lima se vai assumir vaga na Assembléia Legislativa,

Alvo de pedido de cassação no início deste ano, o vereador de Campo Grande Lucas de Lima (SD) viu as tentativas de afastá-lo do cargo fracassarem e, neste domingo (7), foi eleito para assumir uma vaga na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. Em seu lugar, o ex-coordenador do Samu Eduardo Cury (SD) herda a vaga na Câmara da Capital.

Primeiro suplente de Lucas, Cury chegou a entrar com uma petição na Justiça para que fosse analisada a condenação do correligionário condenado a um ano e quatro meses de prisão por apropriação indébita e cujo trâmite foi dado como transitado em julgado pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça).

No fim, a 5ª Vara da Justiça Federal declarou extinta a punição de prisão, posteriormente convertida em prestação de serviços, e Lucas Amor Sem Fim, como é conhecido o radialista, foi mantido na Câmara e o processo de cassação na Casa foi suspenso.

Superando este imbróglio, Lucas foi eleito deputado estadual com 12.391 mil votos no domingo. Ele ficou com a 23ª vaga, se posicionando à frente concorrentes que tiveram mais votos. No entanto, o candidato do SD foi impulsionado pelo quociente eleitoral da coligação com o PPS, PSL, PSB, PP, PTB, PMB, PR e PSC.

Atualmente, Eduardo Cury aguarda o início de 2019, quando Lucas será empossado na Assembleia, para ser convocado para a Câmara. Enquanto isso, diz que vai planejar como conciliar a vida de médico com o trabalho de vereador.

“Quando me candidatei, eu tinha um projeto e eu agora estou reavivando esse projeto”, explicou Cury ao telefone, nesta segunda-feira (8). “Não vivo da política, não me candidatei por causa disso”.

Sobre o confronto jurídico com o colega de partido no início do ano, Cury afirma que fez seu papel de cidadão e a Justiça encerrou o caso. “Esse é um compromisso que não abro. A gente precisa, quando tem algum tipo de coisa nebulosa, esclarecer. Eu fiz o meu papel. Ele está legitimado. Aconteceram pareceres distintos na Justiça e eu tenho que respeitar”, conclui.

A reportagem tentou contato com Lucas de Lima, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.

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