18 de Setembro de 2019 -
 
06/09/2019 - 07h30
Casal é acusado de matar, queimar e jogar cinzas de restos do corpo no rio paraguai
As cinzas da vítima foram armazenadas em sacos e vasilhames e jogadas no rio, na tentativa de ocultar o crime
Viviane Oliveira
Campograndenews/Agoranews
Os vestígios coletados nesta foram encaminhados ao Imol -
(Foto: divulgação/Polícia Civil)

A servidora Nathália Alves Corrêa Baptista, 27 anos, teve o corpo queimado sob forte combustão e depois suas cinzas foram jogadas no Rio Paraguai. Ontem (5), equipes da Polícia Civil e a Perícia Técnica da Capital realizaram a reprodução simulada com base nos depoimentos de Regiane Marcondes Machado, 33 anos. Ela confessou parcialmente seu envolvimento e deu alguns detalhes sobre o caso. 

A vítima foi vista pela última vez por volta das 20h30 do dia 15 de julho, na casa de uma amiga. De lá, a jovem foi para uma pousada de Porto Murtinho, encontrar com José Romero, 37 anos, com quem mantinha relacionamento. Depois disso, como Nathália não retornou para casa, a família procurou a polícia para denunciar o desaparecimento.

Conforme informado por Regiane, que também mantinha um relacionamento com José, as duas haviam se desentendido meses antes e que no dia em que Nathália desapareceu, ela foi chamada na pousada pelo amante, que era administrador do local, onde já encontrou a vítima morta. 

Regiane afirma que para e proteger o amante, ajudou no transporte do corpo para uma residência do Bairro Nossa Senhora Aparecida, no município. Local onde o cadáver foi incinerado pelo casal, sob forte combustão e por várias horas. Na sequência, as cinzas foram armazenadas em sacos e vasilhames e jogadas no rio Paraguai, na tentativa de ocultar o crime. O local onde o corpo foi queimado foi concretado, com a construção de uma área de lazer.

Regiane, suspeita pelo crime, foi presa no dia 23 de agosto (Foto: reprodução/Facebook) Regiane, suspeita pelo crime, foi presa no dia 23 de agosto (Foto: reprodução/Facebook)
José Romero nega participação no crime (Foto: reprodução/Facebook) José Romero nega participação no crime (Foto: reprodução/Facebook)
 
Durante a reprodução simulada realizada pelos delegados Márcio Shiro Obara, da DEH (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídio) e João Cléber Dorneles, da Delegacia de Porto Murtinho, responsáveis pelo caso, o concreto foi quebrado e peneirado pelos peritos criminais, que localizaram fragmentos de ossos que podem ser restos mortais de Nathália.
Local onde o corpo foi incinerado foi construído uma área
de lazer para esconder o crime - (Foto: Polícia Civil)

Conforme os delegados, Regiane confessa somente parte do crime, alegando que apenas ajudou José Romero no transporte do corpo e na incineração. Ela afirma que foi o amante responsável pela morte da jovem. Porém, a Polícia Civil não descarta o envolvimento da acusada no assassinato. 

Ainda conforme os delegados Shiro Obara e João Cléber, o suspeito José Romero nega qualquer envolvimento no crime, atribuindo a morte e a ocultação de cadáver à amante, que teria sido auxiliada por um terceiro. 

Regiane, presa temporariamente desde o dia 24 do mês passado, por suspeita de envolvimento no sumiço e morte de Nathália, foi indiciada por destruição, subtração e ocultação de cadáver. Já José Romero, também teve a prisão temporária decretada e segue preso, à disposição da Justiça.

Os vestígios coletados nesta quinta-feira foram encaminhados ao Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal de Mato Grosso do Sul) e ao Laboratório de Análises Laboratoriais Forenses, em Campo Grande, onde serão periciados. O caso só deve ser concluído quando os laudos periciais estiverem prontos e, após a realização de novas diligências, uma vez que não está descartado o envolvimento de outras pessoas no crime. Não há informação de como a jovem foi morta, antes de ter o corpo queimado. 

Nathália desapareceu no dia 15 de julho em Porto Murtinho (Foto: reprodução/Facebook)
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