27 de Setembro de 2020 -
 
24/08/2020 - 21h00
Sem poder trabalhar a 5 meses empresários pedem volta de eventos em carreata e manifesto
Muitos eventos foram cancelados e outros adiados, empresários dispensaram funcionários
Redação/Marcos Morandi
Agoranews/Informações Midiamax
Espaço de lazer Campina Verde em Dourados - Imagem
de arquivo 

Há mais de 5 mêses parados sem poderem trabalhar devido a pandemia do coronavírus, dezenas de empresários do ramo organizaram uma manifestação para pedir  a volta dos eventos na cidade de Dourados.

Muitos elaboraram um projeto de biosegurança e protocolos  sanitários que será entregue à prefeita Délia Razuk (PTB) nesta terça-feira (25/08), após a carreata que saíra do pátio da Unigran em Dourados, local escolhido para a concentração.

Quase uma centena de empresários assinaram um documento que será entregue na prefeitura. Os empresários  do setor explicam que o objetivo é adotar medidas e ações de prevenção com a intenção de garantir a viabilidade na abertura de eventos sociais em Dourados.

“O cumprimento rigoroso de protocolos de segurança e higiene são o norte que necessitamos seguir para garantir uma travessia segura e evitando retrocessos, em virtude da pandemia do coronavírus”, diz um trecho da proposta.

Para eles, os eventos são a única fonte de renda do setor, que também gera movimentação na economia do município e envolve, direta e indiretamente, milhares de empregos. “Queremos mostrar que existimos e precisamos de um posicionamento das autoridades”, disse Recciere Júnir Zanchetta, um dos coordenadores do movimento

Segundo levantamentos preliminares, somente em Dourados existem mais de 150 empresas que estão envolvidas no setor de eventos, que inclui desde de salões de festas, hotéis, agencias de viagens, coquetelarias, audiovisual, decoração e floriculturas, entre outras.

Espaço de lazer Cerrado Brasil, um empreendimento parado - Foto: Arquivo

“Somos conscientes da gravidade dessa doença, mas por outro lado, precisamos que esse setor esteja na pauta das medidas de flexibilização que já estão sendo adotadas na cidade”, pondera Recciere.

Amarildo Ricci que também está à frente do movimento pela volta dos eventos e foi um dos responsáveis pela elaboração do plano de biossegurança que será entregue à prefeita e ao Comitê de Gerenciamento de Crise do Coronavírus, esse retorno precisa ser cercado de todos cuidados necessários, e deve acontecer  de forma gradual.

Já a empresária de eventos Mariza Ferreira também muito prejudicada com a pandemia, aproveita para lembrar de outra bandeira que é os valores dos alugueis em Dourados. "Com as nossas empresas paradas, nós não temos mais condições de bancar o nosso aluguel, os proprietários e imobiliárias não negociam, e com os eventos parados, infelizmente o que nos resta e fechar as portas, dispensar funcionários, muitos trabalhos ligados a eventos estão parados e famílias já passando necessidades", desabafou Mariza. 

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