19 de Maio de 2019 -
 
06/05/2019 - 09h00
Falsificadores de documentos recrutavam membros para golpes
Presos na noite de ontem venderam para golpista documento falsificado em nome do major Paulo Settervall, morto no mês passado
Kerolyn Araújo e Mirian Machado
Campograndenews/Agoranews
Polícia encontrou com os suspeitos vários documentos falsificados. (Foto: Divulgação/GOI)

Presos por falsificação de documentos, Ewerton Bruno Prado Melo de Almeida, 25 anos, e Alisson Magalhães dos Santos, 24 anos, também recrutavam novos membros para da quadrilha. A dupla vendeu para Ezio Miranda Fernandes, 52 anos, o RG falsificado no nome do major da reserva do Exército, Paulo Settervall, 57 anos, assassinado a facadas no dia 14 de abril em Bonito, cidade distante a 257 quilômetros da Capital.

Conforme informações do GOI (Grupo de Operações e Investigações), depois da prisão de Ezio, Ewerton, que falsificava os documentos, ficou com medo e vendeu os equipamentos que utilizava na falsificação. Porém, junto com Alisson, ele continuava recrutando novos membros para a quadrilha.

Essas pessoas eram contratadas pela dupla e, utilizando os documentos já falsificados, compravam produtos nos nomes das vítimas em lojas da cidade. Essas mercadorias eram revendidas pela quadrilha.

Ao Campo Grande News, o GOI revelou que os golpistas fazem parte de uma quadrilha grande e outros membros estão sendo procurados. Somente na prisão de Ewerton e Alisson, a polícia identificou pelo menos sete vítimas.

Prisões - 

Ewerton era o responsável pela fabricação dos
documentos. (Foto: Divulgação/GOI)

A polícia chegou até a quadrilha no mês passado, após a prisão de Ezio Miranda Fernandes, 52 anos. Ele estava tentando comprar uma motocicleta utilizando um RG falsificado no nome do major da reserva do Exército, Paulo Settervall, 57 anos, que foi assassinado em Bonito.

Na noite de ontem (5), a polícia chegou até Ewerton, que teria vendido para Ezio o documento. Na casa e no carro do suspeito, os policiais encontraram 11 documentos falsificados, além de R$ 879 em dinheiro.

Durante a prisão de Ewerton, a polícia identificou Alisson como comparsa. Na casa dele foram encontrados um celular e R$ 2,4 mil em dinheiro escondidos em um fundo falso de um armário.

Na casa de Alisson foram encontrados mais de
R$ 2 mil em fundo falso. (Foto: Divulgação/GOI)

Ewerton e Alisson foram presos por estelionato e associação criminosa. A dupla foi encaminhada para a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Centro.

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