23 de Junho de 2018 -
 
07/03/2018 - 11h35
Fronteira tem segunda execução de policial civil em menos de 2 anos
Redação/Hélio de Freitas
Agoranews/CGNews
Wescley Vasconcelos era investigador do SIG de
Ponta Porã. (Foto: Reprodução Facebook)

A morte do policial civil Wescley Vasconcelos Dias, o Baiano, executado com pelo menos 30 tiros de fuzil calibre 7.62, ontem (6) em Ponta Porã, a 323 km de Campo Grande, expõe o clima de guerra instalado há anos na fronteira do Brasil com o Paraguai, mas não é um caso isolado.

Emboscado por sicários quando parava em sua casa, a poucos quarteirões da delegacia, Wescley é o segundo policial civil executado a tiros de fuzil na fronteira em menos de dois anos.

A outra vítima foi Aquiles Chiquin Júnior, 34, morto na noite de 14 de junho de 2016 quando saía de uma academia em Paranhos, cidade a 469 km de Campo Grande, outra região dominada pelo crime organizado.

Até hoje, um ano e nove meses depois, a morte continua sem solução. Na região de Paranhos os boatos revelaram na época que Aquiles foi morto por ser irmão de um traficante envolvido em uma guerra entre grupos rivais.

No dia 9 de março do ano passado, Josimar Marcos Maciel, 28, conhecido como “Brinquinho”, foi morto a tiros em Paranhos. Josimar fazia parte do “Bando do Zacarias”, um dos chefões do narcotráfico na região de Paranhos e Ypejhú cidade vizinha, que fica no lado paraguaio da fronteira.

Segundo fontes policiais, a morte do policial seria uma resposta do Bando do Zacarias pela chacina de seis pessoas da quadrilha, em outubro de 2015.

Zacarias culpou um traficante concorrente pela chacina, supostamente o irmão de Aquiles Chiquin, que apesar de não ter ligação com o crime organizado foi executado apenas por retaliação do grupo inimigo do irmão. Um filho de Zacarias morreu na chacina e o outro teve a perna amputada após ser atingido por tiros de fuzil.

Caixão com corpo de Wescley Vasconcelos Dias foi levado em caminhão dos
bombeiros até o aeroporto - (Foto: Direto das Ruas)

Velório

O velório de Wescley teve início por volta das 03h da manhã em uma capela mortuária, pnde foi acompanhado por amigos e colegas de várias cidades do interior e do estado e por volta das 10h da manhã foi levado em carro aberto pelo Corpo de Bombeiros de Ponta Porã, sendo homenageado passando pelas principais avenidas do centro de Ponta Porã e sendo aplaudido pela população. 

Centenas de policiais de várias cidades da fronteira com o Paraguai e amigos fizeram o cortejo. O corpo seguiu para Brasília, onde o policial tinha familiares e será enterrado nesta quinta-feira no Distrito Federal. Empossado em 2015, Wescley era casado e tinha um filho de quatro anos.  

Os tiros atingiram os vidros do veículo oficial da polícia. (Foto: Leo Veras)

 

publicidade
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
© 2013 - AgoraNews.com.br - Todos os Direitos Reservados

É expressamente proibida cópia, reprodução parcial, reprografia, fotocópia ou qualquer forma de extração de informações deste sem prévia autorização dos autores conforme legislação vigente.
Desenvolvido por:
Ribero Design
(67) 9979-5354