18 de Setembro de 2019 -
 
04/09/2019 - 21h30
Interrogado por uma hora na Polícia Federal, deputado falou sobre venda de gado em MS
Evelin Cáceres e Richelieu Pereira
Midiamax/Agoranews
O advogado Carlos Marques (Richelieu Pereira, Midiamax)

Durou cerca de uma hora o depoimento do deputado estadual Zé Teixeira (DEM) à Polícia Federal nesta quarta-feira (04). Interrogado por delegados de Brasília, o parlamentar respondeu a todas as perguntas sobre compra e venda de gado e supostas notas frias, segundo o advogado Carlos Marques.

A defesa disse que as perguntas foram ‘praticamente as mesmas’ de quando o deputado foi preso, em setembro do ano passado. “Todas as perguntas eram referentes a compra e venda de gado à JBS”, resumiu Marques.

O parlamentar é apontado como emissor de notas fiscais “frias” para dissimulação do esquema de pagamento de propina outras empresas do ramo agropecuário e frigorifico. Segundo as investigações, do total de créditos tributários auferidos pela empresa dos colaboradores, um percentual de até 30% era revertido em proveito da organização criminosa investigada.

Nos autos do inquérito, foram juntadas cópias das notas fiscais falsas utilizadas para dissimulação desses pagamentos e os respectivos comprovantes de transferências bancárias. Apurou-se também que parte da propina acertada teria sido viabilizada antecipadamente na forma de doação eleitoral oficial, ainda durante a campanha para as eleições em 2014; e que alguns pagamentos também teriam ocorridos mediante entregas de valores em espécie, realizadas nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, no ano de 2015.

Durante a operação no ano passado, cinco agentes da Polícia Federal estiveram no gabinete do deputado na ALMS (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul) para realizar buscas e apreensões. Eles deixaram o local com um malote após passarem mais de dez horas na Casa.

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