18 de Novembro de 2018 -
 
13/05/2018 - 11h55
Dia das Mães: dos desafios da maternidade, deixar filho na escolinha é um dos mais difíceis
Período de adaptação de Isaac em Ceinf e 'opiniões' de terceiros foram uma das maiores dificuldades de Kamila
Kerolyn Araújo
Topmidianews/Agoranews
Mãe com o filho no colo - Foto: Wesley Ortiz

Há muito tempo a ideia de que a maternidade é um 'mar de rosas' deixou de existir e, cada vez mais, mães utilizam as redes sociais para desabafar sobre o tema e compartilhar experiências, algumas delas não tão boas e faceis de lidar.

Mãe de primeira viagem do pequeno Isaac, de um ano e três meses, a jornalista Kamila Alcântara Monteiro, 23 anos, usou o Facebook recentemente para relatar uma das maiores dificuldades que enfrentou desde o nascimento do filho: deixá-lo em um Ceinf (Centro de Educação Infantil). 

Ao TopMídia News, Kamila contou que, além de não ser planejada, a gravidez foi de risco. Como havia acabado de sair do estágio e não iria conseguir um emprego, resolveu ficar em casa e se dedicar ao bebê. Um ano após Isaac nascer, a jornalista decidiu que estava na hora de voltar ao mercado de trabalho. O que ela não sabia era a batalha que iria enfrentar para conseguir 'cortar' o cordão umbilical e deixar o filho em um Ceinf. 

''No começo fiquei com medo de deixá-lo no Ceinf. Achava que não iam cuidar bem igual eu cuidava. Mesmo me considerando uma mãe mais desapegada, sofri muito para tomar a decisão".

O desespero da mãe aumentou depois de conversar com uma das educadoras. ''Ele ficava na Ceinf somente no período da manhã. E uma das servidoras me falou que ele ficava chorando o tempo todo, não comia e nem bebia nada".

Além de deixar o filho chorando no Ceinf, outra dificuldade enfrentada pela mãe foi o excesso de opinião das pessoas. ''Sempre aparece um monte de gente se metendo. Ou falando que o filho foi bonzinho e não deu trabalho para ficar na creche, ou dizendo que se dedicou ao filho até os cinco anos de idade. Eu comecei a me sentir egoísta por deixar meu filho mal pelo desejo de voltar ao mercado de trabalho", desabafou.

Para não desistir, Kamila encontrou conforto nas funcionárias do Ceinf. ''Elas sempre falavam para eu não desistir, me deram muito apoio. E sempre que eu chegava para buscá-lo, ele sempre estava no colo de alguma delas, nunca sozinho. Elas são muito atenciosas''.

Um mês após o início da experiência, já prestes a desistir de voltar ao mercado de trabalho e tirar o filho do Ceinf, Kamila teve uma surpresa. ''Quando cheguei em frente ao Ceinf, o Isaac sorriu e bateu palmas. Já não chorou mais". Em abril, o pequeno começou a ficar no local por tempo integral.

E para o Dia das Mães, Kamila deseja que mais pessoas entendam as dificuldades da maternidade sem julgar as mamães. ''Não é um momento fácil. Precisamos criar uma rede de colaboradores e de pessoas que nos entendam, não de comparação e julgamentos".

 

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