24 de Fevereiro de 2021 -
 
16/02/2021 - 07h00
Mortos e 'empacotados' na fronteira foram identificados por familiares
Os dois homens encontrados mortos em Aral Moreira foram reconhecidos por familiares
Antonio Coca
Pontaporanews/Agoranews
Corpos enrolados em cobertores e lona foram deixados ao
lado de estrada vicinal (Foto: Divulgação).

Dois homens foram encontrados mortos na tarde de segunda-feira (15/02), em uma estrada vicinal do Assentamento Santa Catarina, próximo as 3 Placas a cerca de 40 quilômetros de Aral Moreira na região de fronteira com o Paraguai. 

Policiais civis e militares que estiveram no local disseram que os dois homens estavam enrolados em sacos pretos e que os corpos estavam amarrados “como se fosse um pacote”.

O perito observou que as vítimas teriam sido torturadas e que uma delas tinha um saco preto na cabeça. 

Como não havia nenhum documento que pudessem identifica-los eles foram encaminhados para a Capela Mortuária de Ponta Porã, onde está funcionando provisoriamente o Instituto Médico Legal (IML) devido a reforma do prédio.

A polícia ainda está investigando o caso e não tem pistas dos executores. Os mortos foram identificados por familiares. As vítimas são os paraguaios Felipe Ribas Ojeda, 28 anos, e Marcos Sanchelaridi, 27 anos. Eles foram torturados antes de serem executados.

Um deles tinha um saco plástico na cabeça, método de tortura bastante conhecido na fronteira. Felipe e Marcos moravam em Capitán Bado, cidade vizinha de Coronel Sapucaia (MS) e uma das principais bases das facções criminosas instaladas na fronteira. 

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