26 de Junho de 2019 -
 
11/06/2019 - 21h15
Operação contra cigarreiros terminou com dois presos em MS
Redação
G1 PR

A Polícia Federal (PF) prendeu 15 pessoas na manhã desta terça-feira (11) dentro da Operação Contorno Norte, deflagrada no Paraná, Mato Grosso do Sul e Goiás. No Estado, duas pessoas foram presas, ambas em Mundo Novo. A ação ocorre em combate ao contrabando de cigarros. 

Conforme o G1 PR, quatro suspeitos estão foragidos no Paraguai. Já o suspeito de ser o chefe da organização criminosa está preso em Assunção, no Paraguai.

Um mandado de prisão foi cumprido contra ele nesta terça-feira, contudo, o suspeito já estava detido há cerca de 40 dias por outros crimes.

Além de Mundo Novo, as prisões ocorreram em Guaíra (PR), três pessoas, Cascavel (PR), Sertanópolis (PR), Cruzeiro do Sul (PR), Umuarama (PR), com cinco presos, Alto Paraíso (PR) e Itumbiara (GO).

Ainda de acordo com o G1PR, para a Polícia Federal, essa é a maior organização criminosa que já atuou no país com contrabando de cigarros. Os integrantes abasteciam todo o Brasil e mandavam cigarros até para a Europa. 

Contorno Norte

As investigações tiveram início em maio de 2016, após uma carreta carregada com cigarros contrabandeados colidir com um veículo onde estavam um casal e uma criança no Contorno Norte de Maringá (PR), levando à morte a mulher.

As apurações permitiram identificar uma organização criminosa responsável pelo transporte da carga contrabandeada. Foi constatado que os cigarros eram introduzidos em território nacional a partir de Salto Del Guairá, no Paraguai, utilizando uma rede de funcionários, olheiros, barqueiros, carregadores e motoristas.

Durante os três anos de apuração, a Polícia Federal prendeu 204 membros da organização criminosa, realizou 130 flagrantes de contrabando, além da apreensão de 156 caminhões e outros 60 veículos utilizados nos crimes. Também foram apreendidas cerca de 105 mil caixas de cigarros, o equivalente a 52 milhões de maços. As mercadorias foram avaliadas em R$ 250 milhões pela Receita Federal, gerando aproximadamente R$ 360 milhões em tributos e multas.

Verificou-se ainda que grande parte das carretas utilizadas nos transportes ilícitos eram oriundas de furtos e/ou roubos, com posterior clonagem das placas. O grupo chegou a utilizar 6.700 linhas telefônicas cadastradas em nome de terceiros para a prática do crime.

Os presos responderão, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de organização criminosa, contrabando, receptação qualificada, adulteração de sinal identificador de veículo automotor, falsidade ideológica e corrupção ativa, bem como pelo homicídio culposo, lesão corporal culposa, abandono do local do acidente e favorecimento pessoal, quanto ao acidente que iniciou os trabalhos.

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