18 de Novembro de 2018 -
 
12/09/2018 - 10h20
OPERAÇÃO DA POLÍCIA FEDERAL ATINGE EM CHEIO GOVERNADOR REINALDO AZAMBUJA DO PSDB
Resid}ência do governador Reinaldo Azambuja é alvo da operação da Polícia Federal
Redação
Campograndenews/Agoranews
Prédio onde reside o governador Reinaldo Azambuja -
Foto:  Henrique Kawaminami 

A PF (Polícia Federal) cumpriu mais de uma dezena de mandados de busca e apreensão na manhã desta quarta-feira (dia 12), uma dos mandados é na casa do governador Reinaldo Azambuja (PSDB), que é candidato à reeleição e tem um segundo mandato.

A ação é relativa ao inquérito que tramita no STJ (Superior Tribunal de Justiça) sobre as denúncias da JBS de suposto pagamento de propinas. São quatro carros descaracterizados da PF em frente ao prédio, no Jardim dos Estados, em Campo Grande.

As denúncias, que também implicaram o ex-governador André Puccinelli (MDB), que está preso, surgiram na delação premiada dos empresários Joesley e Wesley Batista, realizada em maio do ano passado à operação Lava Jato.

Notas Fiscais Falsas

Ex-deputado e secretário de Reinaldo Márcio Monteiro.

Segundo os empresários, era comum a emissão de notas falsas pela compra de gado ou carne bovina para justificar o pagamento de propina em troca de incentivos fiscais. O advogado Gustavo Passarellim que atua na defesa de Reinaldo, chegou ao local e disse a imprensa que não sabe o motivo da ação. 

O esquema de pagamentos de propinas de empresa do ramo frigorífico a políticos era divididos em três núcleos e rendeu lucro de ao menos R$ 67.791.309,00 aos integrantes do grupo denunciado. A soma foi calculada pela investigação, consta em trecho do pedido de busca e apreensão, prisão e medida cautelar diversa da prisão feito pelo MPF (Ministério Público Federal) ao STJ (Superior Tribunal de Justiça).

O despacho do ministro Felix Ficher, relator da ação. A decisão é do dia 3 de setembro. Significa que a PF (Polícia Federal) levou seis dias para planejar a força-tarefa, que foi às ruas de Mato Grosso do Sul e de cidade do Pará na manhã desta quarta-feira (12). A Operação Vostok apurou ainda que as fraudes redam prejuízo de R$ 209 milhões aos cofres estaduais, entre 2014 e 2016.

Segundo a PF (Polícia Federal) as investigações começaram em 2016, mas ganharam força com a delação premiada dos sócios deo grupo J&F, holding brasileira que controla empresas como o frigorífico JBS, os irmãos Joesley e Wesley Batista, além de executivos a empresa.

O foco da operação é o esquema de pagamento de propina em troca de incentivos fiscais – quando o Executivo decide deixar de cobrar impostos para estimular que empresa se instale no Estado – que começou em 2003 e foi perpetuado pelos dois governos seguintes.

Policiais federais deixam a Governadoria com mala. (Foto: Henrique Kawaminami)

Ao deixar o prédio onde vive o governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja(PSDB), o advogado Gustavo Passarelli disse desconhecer detalhes da Operação Vostok, desencadeada nesta quarta-feira (dia 12) pela PF (Polícia Federal).

"Não temos todas as informações. Vou acessar o processo", afirmou. A defesa confirmou, ainda, que trata-se de busca e apreensão. Passarelli também disse que não conversou com o governador, porque ele estava em uma agenda em Naviraí.

Segundo o advogado, os policiais fizeram análise do imóvel. Contudo, quando deixaram a residência de Reinaldo, por volta das 8 horas, os agentes carregavam malas e malotes. Eles chegaram no prédio por volta das 5h50, portanto, ficaram por lá pouco mais de duas horas.

Nesta quarta-feira (dia 12), equipes policiais desencadearam a Operação Vostok, que investiga esquema de pagamento de propina envolvendo autoridades do Executivo, Legislativo e o TCE (Tribunal de Contas do Estado). A estimativa é de prejuízo de R$ 209 milhões aos cofres públicos. 

Alvos da Operação

A lista dos 14 alvos da operação Vostok, deflagrada nesta quarta-feira (dia 12), tem Rodrigo Souza e Silva (filho do governador Reinaldo Azambuja); o deputado estadual José Roberto Teixeira, o Zé Teixeira (DEM); o conselheiro do TCE (Tribunal de Contas do Estado), Márcio Monteiro; o pecuarista Ivanildo Miranda, conhecido por ser delator do ex-governador André Puccinelli na Lama Asfáltica; além de ex-prefeitos e pecuarista.

Conforme despacho do Superior Tribunal de Justiça, a lista dos mandados de prisão é a seguinte: 

Rodrigo Souza e Silva (filho do governador)
Ivanildo da Cunha Miranda (pecuarista e delator na Lama Asfáltica)
João Roberto Baird (ex-dono da Itel Informática)
José Ricardo Guitti Guimaro (corretor de gado e apontado como intermediador de propina)
Antônio Celso Cortez (dono da empresa PSG Tecnologia Aplicada)
Elvio Rodrigues (pecuarista)
Francisco Carlos Freire de Oliveira (pecuarista)
José Roberto Teixeira (deputado estadual)
Marcio Campos Monteiro
(conselheiro do TCE)
Miltro Rodrigues Pereira (pecuarista)
Nelson Cintra Ribeiro (ex-prefeito de Porto Murtinho)
Osvane Aprecido Ramos (ex-prefeito de Dois Irmãos do Buriti)
Rubens Massahiro Matsuda (pecuarista)
Zelito Alves Ribeiro (pecuarista).

Foro Privilegiado

Como o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) tem foro privilegiado devido ao cargo, o inquérito tramita no STJ (Superior Tribunal de Justiça). A operação, que cumpriu mandado de busca e apreensão na casa do governador, foi autorizada pelo ministro Félix Fischer.

A PF também está na Assembleia Legislativa de MS, onde o grupo da polícia vasculha o gabinete do deputado Zé Teixeira (DEM), que foi preso nesta manhã. O ex-deputado estadual, ex-secretário de Estado de Fazenda e atual conselheiro do TCE-MS (Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul), Márcio Monteiro, também é alvo mandado de prisão temporária expedido para a Operação Vostok. Ele foi levado para a sede da PF.

 

 

 

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