21 de Maio de 2018 -
 
12/05/2018 - 15h05
Polícia identifica restos mortais de irmãos gêmeos que estavam em prédio que caiu em SP
De acordo com a SSP, remanescentes humanos de Wendel e Werner, de 10 anos, foram achados na quarta-feira.
Redação
POR G1 SP
Bombeiros buscam vítimas nos escombros do prédio que
desabou em SP (Foto: Roberto Casimiro/Fotoarena/
Fotoarena/Estadão Conteúdo)

A Polícia Técnico-Científica identificou os restos mortais dos irmãos gêmeos Wendel e Werner, de 10 anos, informou a Secretaria da Segurança Pública (SSP) neste sábado (12). Os corpos dos meninos foram achados na quarta-feira (9), no local do desabamento do edifício Wilton Paes de Almeida, no Largo do Paissandu, no Centro de São Paulo.

"O Núcleo de Biologia e Bioquímica do IC [Instituto de Criminalística] informa que o DNA recolhido dos remanescentes humanos de duas crianças encontrados na última quarta-feira (9) apresentou vínculo genético com o material fornecido pela família dos gêmeos", diz nota da SSP.

A mãe deles, Selma Almeida da Silva, de 40 anos, ainda é procurada nos escombros.

Inicialmente, a polícia informou que os garotos tinham 9 anos. A reportagem, porém, teve acesso aos RGs dos meninos que mostra que eles já tinham completado 10 anos em julho do ano passado.

Com a confirmação dos irmãos, até agora foram identificadas quatro vítimas do desabamento, entre elas:

Francisco Lemos Dantas, de 56 anos (identificado na sexta-feira, 11 de maio);
Ricardo Oliveira Galvão Pinheiro, de 39 anos (identificado pelas digitais em 4 de maio).

Wendel e Werner, de 10 anos, mortos em desabamento no Centro
de SP (Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação)

 

Buscas

 

Os bombeiros buscam outras quatro vítimas:

Selma Almeida da Silva, 40 (mãe dos gêmeos);

  • Eva Barbosa Lima, 42;
  • Walmir Sousa Santos, 47;
  • Gentil de Souza Rocha, 53.

 

O nome de Gentil de Souza Rocha entrou na lista na sexta-feira, depois que sua companheira procurou a Polícia Civil para registrar seu desaparecimento.

Neste sábado, os bombeiros localizaram dois ossos. Um deles parece ser uma costela humana. Na sexta-feira, a equipe localizou um fragmento de osso que aparenta ser o fêmur de um adulto.

Os ossos passarão por exames de comparação genética com material fornecido por parentes de desaparecidos.

Água é encontrada no subsolo do prédio que desabou durante a retirada dos
escombros (Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros)

Os bombeiros entraram no 12º dia de buscas neste sábado. As equipes encontraram grande quantidade de água no segundo subsolo, o que dificulta as buscas nos escombros. O trabalho com as máquinas foi paralisado para a retirada da água.

“O corpo de Bombeiros chegou na parte que representava o segundo subsolo do prédio e nesse local encontrados dois veículos extremamente destruídos, são partes dos veículos, carcaças que foram retiradas, porém ele está inundado, cheio de água", disse o tenente Guilherme Derrite, porta-voz do Corpo de Bombeiros.

"Nós vamos fazer a sucção dessa água para identificar e tentar localizar vítimas ou partes dos seres humanos que poderiam estar ali no momento do desabamento”, afirmou. De acordo com o tenente, as buscas devem ser encerradas até a próxima segunda-feira (14).

 

 

 

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