18 de Novembro de 2018 -
 
12/09/2018 - 15h20
GOVERNADOR REINALDO AZAMBUJA ESTÁ NA SEDE DA POLÍCIA FEDERAL PARA PRESTAR DEPOIMENTO DE INQUÉRITO DO STJ
Governador será ouvido em inquérito do STJ que determinou 14 prisões
Marta Ferreira, Geisy Garnes e Mayara Bueno
Campograndenews/Agoranews
Veículo onde está o governador Reinaldo Azambuja chega na sede da
Polícia Federal em Campo Grande. (Foto: Kisie Ainoã)

O governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), chegou na sede da Polícia Federal em Campo Grande por volta das 14h30 desta quarta-feira, para prestar esclarecimento.

Junto, se apresentou o filho do governador, Rodrigo Souza Silva, de 29 anos, que teve a prisão preventiva decretada pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça), como parte da operação Vostok, deflagrada na manhã de hoje.

O governador, que estava no interior do Estado em campanha até ontem à noite, chegou em um veículo Trail Blazer oficial acompanhado dos seguranças, no qual também estava o filho, segundo apurado. O comboio tinha três carros. Nos outros, conforme a reportagem levantou, estavam os advogados de Reinaldo.

A Operação Vostok, que reuniu mais de 220 policiais, foi para cumprir 14 mandados de prisão e 44 de busca e apreensão de documentos.

Entre as pessoas que já foram presas estão o deputado estadual José Roberto Teixeira, o Zé Teixeira (DEM) e o conselheiro do TCE (Tribunal de Contas do Estado), Márcio Monteiro, além do pecuarista Ivanildo Miranda, conhecido por ser delator do ex-governador André Puccinelli na Lama Asfáltica.

A operação decorre de inquérito que tramita no STJ (Superior Tribunal de Justiça) sobre as denúncias da J&F, controladora da JBS, de troca de incentivos fiscais por propinas em Mato Grosso do Sul.

A investigação – Toda a ação deriva das afirmações feitas pelos delatores. Na planilha entregue à operação Lava Jato, os empresários Wesley e Joesley Batista relataram que o modelo de pagamento por meio de Tares (Termos de Acordo de Regime Especial) surgiu ainda na gestão de Zeca do PT, foi mantida por André Puccinelli (MDB) e prosseguiu com Reinaldo Azambuja (PSDB).

Segundo o despacho do ministro Feliz Fisher, ao qual o Campo Grande News teve o acesso, o MPF (Ministério Público Federal) relata que esquema de pagamentos de propinas da empresa do ramo frigorífico a políticos era dividido em três núcleos e rendeu lucro de ao menos R$ 67.791.309,00 aos integrantes do grupo denunciado.

A soma foi calculada pela investigação, consta em trecho do pedido de busca e apreensão, prisão e medida cautelar diversa da prisão feito pelo MPF (Ministério Público Federal) ao STJ (Superior Tribunal de Justiça).

A decisão é do dia 3 de setembro. Significa que a PF (Polícia Federal) levou seis dias para planejar a força-tarefa, que foi às ruas de Mato Grosso do Sul e de cidade do Pará na manhã desta quarta-feira (12).

A Operação Vostok apurou ainda que as fraudes causaram prejuízo de R$ 209 milhões aos cofres estaduais, entre 2014 e 2016.

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