25 de Setembro de 2018 -
 
13/09/2018 - 13h30
Presos em operação da PF estão em celas da Polícia Civil, Polícia Federal e do Presídio Militar
Presos fazem parte do alto escalão do governo do Estado
Redação
Midiamax/Agoranews
Rodrigo Souza e Silva é filho do governador Reinaldo
Azambuja preso na operação, governador depôs.

Os presos pela Polícia Federal na Operação Vostok, que apura o suposto pagamento de propina a membros do governo estadual em troca de créditos tributários, estão divididos em celas da própria Polícia Federal, da Polícia Civil e no Presídio Militar de Campo Grande.

O ex-prefeito de Dois irmãos do Buriti Osvane Ramos está detido em uma cela do Garras (Delegacia Especializada em Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros). Rodrigo Souza e Silva, filho do governador Reinaldo Azambuja, está no Presídio Militar, por possui prerrogativa de cela especial por ser advogado junto com o deputado estadual Zé Teixeira (DEM) e o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado Márcio Monteiro.

Cinco envolvidos estão nas celas da 3ª Delegacia de Polícia Civil, no Bairro Carandá Bosque, Antônio Cortez, Ivanildo Miranda, Francisco Freire, João Roberto, Rubens Massahiro Matsuda. Os outros envolvidos estão na carceragem da Polícia Federal, na Vila Sobrinho.

Operação Vostok

Na quarta-feira (12), a Polícia Federal divulgou que aproximadamente 220 policiais federais cumprem 41 mandados de busca e apreensão e 14 mandados de prisão temporária, no âmbito da Operação Vostok, em Campo Grande, Aquidauana, Dourados, Maracaju, Guia Lopes de Laguna, e no município de Trairão, no Estado do Pará.

A operação é desdobramento das investigações que apuram suposto pagamento de propina pelos empresários da JBS. Wesley Batista, dono da JBS, contou que contou que a partir do começo de 2015, até o final de R$ 2016, repassou R$ 53 milhões em propina a Reinaldo (outros R$ 17 milhões foram antecipados na campanha de 2014, totalizando R$ 70 milhões), sendo R$ 33 milhões por meio das notas fiscais fraudulentas, e outros R$ 20 milhões entregues em espécie por Florisvaldo a um emissário de Azambuja, com alguns destes encontros acontecendo, supostamente, na cidade do Rio de Janeiro (RJ).

Em despacho em que determinou a prisão de 14 pessoas e medidas cautelares para o governador Reinaldo Azambuja (PSDB), o ministro Felix Fischer cita que a Polícia Federal concluiu que José Ricardo Guitti Guimaro, o Polaco, seria alvo de um plano para "eliminação/morte".
Segundo investigou a PF, o plano para eliminar o investigado teria ocorrido porque Polaco não estaria mais sendo "fiel" ao grupo criminoso.

Em nota, o governador Reinaldo Azambuja afirmou que operação "às vésperas das eleições é midiática".

Confira os 14 nomes 

Rodrigo Souza e Silva -- filho de Reinaldo
Ivanildo da Cunha Miranda -- pecuarista, empresário e delator
João Roberto Baird -- empresário dono de empresa de informática
Jose Ricardo Guitti Guimaro -- conhecido como Poloco e corretor de gado
Antonio Celso Cortez -- empresário dono de empresa de informática
Elvio Rodrigues -- pecuarista
Francisco Carlos Freire de Oliveira -- nome apontado como emissor de notas frias
José Roberto Teixeira -- deputado Zé Teixeira
Marcio Campos Monteiro -- ex-deputado e conselheiro do Tribunal de Contas
Miltro Rodrigues Pereira -- pecuarista
Nelson Cintra Ribeiro -- ex-presidente da Fundação de Turismo do Estado
Osvane Aparecido Ramos -- ex-prefeito de Dois Irmãos e ex-deputado estadual
Rubens Massahiro Matsuda -- empresário
Zelito Alves Ribeiro -- pecuarista e coordenador regional da Casa Civil

 

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