21 de Fevereiro de 2020 -
 
04/02/2020 - 09h15
Promotor acusado de receber propina de empresários de transporte é preso
Bonazza é acusado pela Força-Tarefa da Lava-Jato de receber 22 pagamentos de R$ 60 mil, entre 2014 e 2016
Redação
Jornaldebrasília

O promotor de Justiça aposentado, Flávio Bonazza, foi preso pela Polícia Federal na manhã desta segunda-feira (3). A determinação foi do juiz da 7ª Vara Federal Criminal, Marcelo Bretas. Ele foi preso em casa, na Zona Sul do Rio de Janeiro. 

Bonazza é acusado pela Força-Tarefa da Lava-Jato de receber 22 pagamentos de R$ 60 mil, entre 2014 e 2016, para proteger empresários do setor de transporte de eventuais ações judiciais. Ele deverá ficar preso em Bangu 8 após ser levado para ser ouvido na superintendência da Polícia Federal. 

As investigações contra o promotor aposentado do Ministério Público do Rio se baseiam na delação premiada do ex-executivo da Federação Estadual das Empresas de Transportes (Fetranspor) Lélis Teixeira. O advogado de Bonazza, Paulo Klein, reclamou que a ordem de prisão foi cumprida sem esperar que o Tribunal de Justiça do Rio julgasse o seu recurso, que questiona a competência da Justiça Federal para atuar no caso.

“A prisão é um descalabro. Fatos havidos em 2016 baseados em depoimentos de criminosos confessos contra um promotor que tem uma ficha imaculada, sendo essa prisão absolutamente desproporcional e descabida, ainda mais se considerarmos que o promotor buscou o Judiciário com o objetivo de afastar as acusações”, afirma a nota da defesa.

Bonazza é acusado de receber 1,350 milhão de reais em propinas da Fetranspor (entidade de empresários de transportes de passageiros) para evitar o andamento de investigações que pudessem atingir as empresas de ônibus.

Sede da Polícia Federal, no Rio de Janeiro: desdobramento da Lava Jato Ueslei
Marcelino/Reuters

 

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