04 de Agosto de 2021 -
 
05/06/2021 - 12h20
Secretaria revê diagnóstico de covid e ainda investiga morte de menino de 2 anos
Morte de criança em Chapadão do Sul chegou a entrar na conta da covid, mas Secretaria voltou atrás
Por Paula Maciulevicius Brasil
Campograndenews/Agoranews
Morte de menino chegou a entrar no boletim
da covid, mas Secretaria retificou. O caso 
segue em investigação.(Foto: Arquivo)

A Secretaria Estadual de Saúde voltou atrás quanto à morte do menino de 2 anos, em Chapadão do Sul. No boletim dessa sexta-feira (4), o óbito da criança entrou na contabilização de vítimas da covid, no entanto, no documento divulgado hoje, o Estado informa que o caso ainda está em investigação e retificou o número de mortos pela doença. 

A Prefeitura de Chapadão do Sul, município distante 321 quilômetros da Capital, já havia publicado nessa sexta-feira (4) uma nota de esclarecimento dizendo que a criança tinha testado negativo para a covid-19.

O menino de 2 anos, José Wendel, veio transferido para o Hospital Regional, na Capital, no dia 26 de maio, em estado gravíssimo com sintomas respiratórios, onde morreu no último dia 2 de junho.

Ainda segundo a nota, foi o médico responsável pela internação na Capital que suspeitou da covid e chegou a solicitar novos exames para a covid, Influeza e outros vírus respiratórios. O resultado deu negativo para covid, mas os demais laudos ainda não saíram.

Ainda na nota, a Prefeitura de Chapadão do Sul diz que foi o município de Campo Grande o responsável por inserir os dados do menino na conta da covid-19, mesmo sem que tivessem saído os últimos resultados para considerar a doença.

Família nega - Nessa sexta (4), a mãe do menino negou que a criança tivesse covid e pedia investigação acerca da morte. A dona de casa Késsia Alves Lima, de 22 anos, acredita que a morte do bebê tenha sido provocada por erro na administração de medicamento no posto de saúde de Chapadão do Sul.

Segundo a mãe, o menino foi diagnosticado com pneumonia e teve três paradas cardiorrespiratórias logo após ser colocado para fazer inalação com remédio Berotec.

A dona de casa relatou ao Campo Grande News que quando um dos enfermeiros aproximou a máscara de inalação, José teve a primeira parada cardiorrespiratória. “Acredito que a dosagem veio exagerada porque a reação foi automática”, lembra.

A criança foi sepultada no dia 3 de junho, depois que exames atestaram a morte cerebral de José Wendel.

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