27 de Setembro de 2020 -
 
21/08/2020 - 11h25
Velório de policial assassinado é marcado por tristeza entre colegas: 'vai fazer falta no GOI e para sociedade'
Policiais do Batalhão de Choque se preparam para realizar salva tiros durante o transporte do caixão para sepultamento
Por Dany Nascimento e Willian Leite
Topmidianews/Agoranews
Viaturas perfiladas no sepultamento depolicial - Foto: Willian Leite

O corpo do policial Joel Benites da Silva, 53 anos, chegou por volta das 9 horas no cemitério Memorial Park, no bairro Universitário, em Campo Grande. Cerca de 15 policiais do GOI (Grupo de Operações e Investigações) já estavam no local, aguardando a chegada do companheiro de farda.

Os familiares estão muito abalados e o filho do policial se despede do pai usando a farda que ele utilizava para trabalhar. Cerca de 20 viaturas de várias delegacias formam um corredor no caminho onde o corpo será levado para o sepultamento.  Aproximadamente 150 pessoas acompanham o velório.

Filho de Joel, usando a farda que era do pai 

O delegado Fabiano Nagata, chefe do GOI, afirma que a sociedade perde um grande policial. “Ficamos muito tristes, vai fazer muita falta, Joel, em toda carreira dele, sempre trabalhou em operações especiais, executou grandes missões, vai fazer muita falta no GOI e também para sociedade, que perde um grande policial.

O jeito que está se perdendo policiais, pega todos de surpresa, situação muito difícil. É difícil, perdemos há dois meses dois policiais civis, são situações inesperadas, pega a gente de surpresa, tentamos sempre impedir, mas tem coisa que pega de surpresa. O Joel era uma pessoa que nunca teve desabono, ele deixa boas lembranças".

Delegado e Chefe do GOI, Fabiano Nagata

Alvimar Valério, investigador da Polícia Civil, diz que trabalhou 13 anos com Joel. “Ele era uma pessoa fantástica, trabalhou em torno de 13 anos no Garras, era o verdadeiro policial, pessoa extremamente tranquila, ouvia as recomendações, acatava, pessoa extremamente família”.

Investigador de Polícia Civil, Alvimar Valério.

O investigador relembra que, tanto Joel como a finada esposa, ajudavam pessoas carentes com trabalhos sociais. “Ele mexia com questões de assistência social, tanto ele como a finada esposa, a Nete. Ajudavam muitas pessoas carentes.

Joel já tinha tempo para aposentar, não aposentou porque adorava polícia, eu brincava com ele, falava que tem colega aposentado morando beira mar, ele falava que polícia está no sangue.

Brasil segue nessa inversão de valores, mais um pai de sendo sepultado. Um grande parceiro, não deixava ninguém na mão, era show de bola, muito firme no seu trabalho”.

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