18 de Setembro de 2019 -
 
30/08/2019 - 20h00
Vereadores votam pelo arquivamento de denúncia contra Junior Rodrigues
Clóvis de Oliveira
Douranews/Agoranews
Advogado Wander Medeiros durante defesa em plenário. 

O Plenário da Câmara Municipal de Dourados decidiu, na tarde desta sexta-feira (30/09), em sessão especial de julgamento do mandato do vereador Junior Rodrigues (PL), denunciado pela ex-vereadora e advogada Virginia Marta Magrini de envolvimento com contratos suspeitos que teriam sido firmados com a participação de colaboradores dele e a Prefeitura, por rejeitar a denúncia, acolhendo o relatório elaborado pela Comissão Processante instalada em maio deste ano para tratar do assunto.

Os vereadores apreciaram o relatório elaborado pela Comissão formada pela presidente Daniela Hall (PSD), que votou pela procedência da denúncia, enquanto o relator Silas Zanata (Cidadania) e o membro Olavo Sul (Patriota) indicaram a rejeição, embora considerando irregularidades apontadas no relatório da CGU (Controladoria Geral da União), porém, consideram que não havia provas suficientes à perda do mandato do vereador Junior. Olavo, inclusive, citou que apesar de há algumas sessões ter sido tratado de forma pejorativa pelo agora denunciado “não faço mandato com vingança” e anunciou o voto também pelo arquivamento da denúncia.

Após as manifestações de alguns vereadores e da defesa de Junior Rodrigues, patrocinada pelo advogado Wander Medeiros, o Plenário se manifestou, através do voto dos 16 presentes, nos cinco quesitos apontados: tráfico de influência, uso da advocacia administrativa, exploração de prestígio e práticas de corrupção com base nos incisos I e III, respectivamente, do artigo 7º. do Decreto-lei 201. Nos dois primeiros, os vereadores da Mesa Diretora (Alan Guedes, Elias Ishy, Sergio Nogueira e Daniela Hall) e Madson Valente votaram pela procedência da denúncia, divergindo da maioria. Nos três quesitos seguintes, o placar foi de 15 a 1 (apenas Madson Valente pela denúncia) para o arquivamento.

Além dos vereadores Pedro Pepa e Cirilo Ramão, que foram retirados da sessão durante a apreciação do relatório, em atendimento à medida judicial, após terem descumprido medidas cautelares que impunha o afastamento das funções legislativas, o vereador Juarez de Oliveira também não participou da sessão especial.

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