07 de Abril de 2026 -
 
06/04/2026 - 20h43
Artemis II: entenda onde capsula deve pousar após fim da missão
Cápsula da Artemis II concluirá missão ao redor da Lua com retorno ao Oceano Pacífico, perto de San Diego
Felipe Souza, da CNN Brasil, em São Paulo
CNN Brasil

A missão Artemis II, da NASA, vai caminhar para a sua segunda etapa após a nave Orion dar a volta na Lua, o que deve ocorrer na noite desta segunda-feira (6).

Com a previsão de amerissagem no Oceano Pacífico, na costa de San Diego, nos Estados Unidos, o retorno da cápsula está programado para sexta-feira (10), por volta das 20h07, marcando o encerramento da primeira viagem tripulada ao redor da Lua desde o programa Apollo.

Segundo a agência espacial, o local e o horário do pouso ainda podem sofrer ajustes até os momentos finais da missão, conforme as condições de voo e os procedimentos operacionais. As atualizações são divulgadas diariamente pela NASA.

Após a amerissagem, termo usado para o pouso em oceanos, mares, lagos ou rios, equipes especializadas farão o resgate dos astronautas com o uso de helicópteros. A tripulação será levada até o porta-aviões USS John P. Murtha, onde passará por avaliações médicas iniciais.

Na sequência, os astronautas devem ser transportados de volta ao continente e embarcar em uma aeronave com destino ao Centro Espacial Johnson, em Houston, no Texas, onde continuarão os exames pós-missão.

Missão ao redor da Lua

A Artemis II tem duração estimada de cerca de dez dias e segue uma trajetória em formato de “oito”, contornando o lado oculto da Lua. A viagem utiliza uma trajetória de livre retorno, na qual a gravidade lunar garante o caminho de volta à Terra sem necessidade de manobras complexas.

A bordo da Orion estão os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, da NASA, além de Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense.

O objetivo principal da missão não é pousar na Lua, mas testar, pela primeira vez com humanos, sistemas essenciais da nave, como suporte à vida, navegação, comunicação e o desempenho do escudo térmico durante a reentrada na atmosfera.

Durante a viagem, a tripulação conduz uma série de experimentos científicos voltados aos efeitos do espaço profundo no corpo humano e em tecnologias espaciais.

Além disso, pequenos satélites, conhecidos como cubesats, foram liberados para estudar o ambiente espacial. Entre eles, há equipamentos que avaliam os efeitos da radiação em tecidos semelhantes aos humanos e o impacto do espaço em componentes eletrônicos.

A Artemis II é considerada uma missão-chave para o retorno humano à Lua. Ao validar tecnologias e coletar dados científicos, a operação abre caminho para futuras missões mais complexas, incluindo pousos tripulados previstos nas próximas etapas do programa Artemis.

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