27 de Maio de 2026 -
 
26/05/2026 - 20h16
Polícia investiga ameaças a servidoras da saúde e vereadora em Dourados
Na manhã desta terça-feira, o delegado Dermeval Inácio da Cruz Neto, explicou que os crimes estão sendo praticados por uma ex-funcionária do Hospital da Vida
Por da Redação
Douradosnews/Agoranews

A Polícia Civil de Dourados instaurou inquérito para investigar ameaças contra duas servidoras públicas e uma vereadora de Dourados.

As três também são vítimas dos crimes de calúnia e difamação, na forma qualificada, que estão sendo cometidos por uma ex-servidora e três médicos que já foram identificados e serão responsabilizados na forma da lei, segundo a polícia. 

Além disso, a diretora-presidente da Fundação de Serviços de Saúde, Maria Izabel de Aguiar, também recebeu ameaças de morte. Terezinha Pícolo, secretária-adjunta da Secretaria Municipal de Saúde, e Liandra Brambilla, presidente da Câmara Municipal, são as outras pessoas alvos da suspeita, que seria ex-funcionária do Hospital da Vida.  

Na manhã desta terça-feira, o delegado titular da 1ª Delegacia de Polícia de Dourados, Dermeval Inácio da Cruz Neto, falou sobre o caso.

Ele explicou que as investigações começaram com a lavratura de boletim de ocorrência registrado em 23 de abril, por Maria Izabel de Aguiar. No decorrer das investigações iniciais, os policiais constataram que além da diretora-presidente da Funsaud, outras pessoas também estavam sendo vítimas do grupo, que usa redes sociais, ligações telefônicas e mensagens de WhatsApp para fazer as graves ameaças de morte contra as servidoras e a vereadora. 

No Boletim de Ocorrência registrado, Maria Izabel de Aguiar narrou que ao assumir a função de diretora-presidente da Funsaud encontrou um desequilíbrio econômico financeiro e desde então passou a fazer uma gestão de redução de custo, sem prejuízo de atendimento.

“Houve sempre muita cobrança para licitar questão relacionada serviço de plantão médico do Hospital da Vida e da UPA e então foi deflagrada a licitação de várias especialidades, incluindo atendimento de emergência, mas o fato de uma empresa vencedora ter oferecido menor preço, o que reduziu o valor do plantão, levou a campanha difamatória que evoluiu para graves ameaças”, disse. 

Na manhã desta terça-feira, o delegado Dermeval Inácio da Cruz Neto, explicou que os crimes estão sendo praticados por uma ex-funcionária do Hospital da Vida, “que tem proferido calúnias nas redes sociais, que seria a imputação de falso crime, bem como também ameaças dirigidas diretamente as vítimas, inclusive uma ameaça bem específica à diretora-presidente da Funsaud”. Ainda segundo o delegado, “a ex-servidora tem dirigido ameaças específicas no sentido de que se não renunciassem até o final de semana, isso no final de semana anterior, elas iriam morrer”. 

A Polícia Civil já está tentando localizar a autora das ameaças. “Essa pessoa está em local incerto e estamos diligenciando para identificar onde ela se encontra, mas ela segue proferindo esses crimes, inclusive por meio da internet e das redes sociais”, revelou.

De acordo com o delegado, as ameaças e crimes contra a honra se intensificaram há pouco mais de um mês. “Nós tomamos conhecimento desses fatos no decorrer das últimas semanas, agora essas ameaças e essas calúnias se intensificaram até o ponto de chegar a uma ameaça de morte propriamente dita e contra a diretora no sentido de se ela não abdicasse do cargo”, completou. 

As investigações estão adiantas. “Já ouvimos testemunhas, já ouvimos inclusive suspeitos, a autora já foi intimada para interrogatório, mas não compareceu por estar em local incerto até o presente momento”, revela o delegado. “Em relação a vereadora, os crimes contra ela são de calúnia mesmo, ameaças vagas assim no sentido de que caso levassem o caso à justiça haveria consequências, mas as ameaças mais graves são contra a diretora-presidente da Funsaud”, finalizou o delegado.

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