13 de Abril de 2024 -
 
26/03/2024 - 17h20
Perícia descarta perfuração de arma de fogo em sucuri Ana Júlia, encontrada morta em Bonito
A PMA afirmou que se comprovado o crime contra a sucuri, o responsável poderá responder por crime ambiental
Redação
Douradosnews/Agoranews

Foi realizada nesta terça-feira (26/3), a perícia no local e na sucuri Ana Júlia, encontrada morta às margens do Rio Formoso, em Bonito no último domingo (24/3).

Policiais civis da Delegacia de Bonito e Perícia Criminal, acompanhados da Polícia Militar Ambiental (PMA) e de uma bióloga, estiveram no local.

O delegado Pedro Ramalho, responsável pelas investigações, afirma que não foi encontrada nenhuma perfuração no animal, descartando a informação de que teria uma perfuração por arma de fogo na cabeça da cobra.

A princípio, foi localizado um pequeno arranhão próximo ao olho, sem perfuração.

Segundo as informações policiais, nenhum projétil foi encontrado e a perícia ainda fará exames complementares em materiais coletados no local para tentar identificar a provável causa da morte do animal, que só será apontada de maneira definitiva após a conclusão dos laudos periciais, que tem um prazo de 30 dias para ficarem prontos.

O CASO

Conforme o Dourados News informou anteriormente, no último domingo (24/3), a serpente foi encontrada morta em Bonito, às margens do rio Formoso. A sucuri Ana Júlia, de quase 7 metros de comprimento, era a mais famosa da região e conhecida por pesquisadores e biólogos no Brasil e no exterior.

[Sucuri Ana Julia foi encontrada em Bonito] No primeiro momento foi divulgado que o animal teria sido morto a tiros, entretanto, levantamentos da Polícia Militar Ambiental não encontraram perfurações no animal e nem indícios de uso de arma de fogo.

 

A PMA afirmou que se comprovado o crime contra a sucuri, o responsável poderá responder por crime ambiental, que tem pena de detenção que varia de 6 meses a um ano, além de ser multado no valor que pode chegar R$ 500 mil.

PRÓXIMOS PASSOS

Após ser periciada, a sucuri será levada à Campo Grande, onde passará por um processo de embalsamamento, metodologia que preserva a aparência e características do animal. Posteriormente ela integrará o acervo de animais taxidermizados da Polícia Militar Ambiental e fará parte das exposições.

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